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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

PROJECTOS | QUARTEIRÃO RUA DE S. JOÃO/RUA DOS MERCADORES - CENTRO HISTÓRICO DO PORTO


Projecto de Reabilitação do Património Edificado

Quarteirão: Rua de S. João / Rua dos Mercadores - Centro Histórico do Porto.

Projecto: Fernando Cerqueira Barros

Ano: 2013

(realizado no Curso de Estudos Avançados em Património Arquitectónico, FAUP, 2012/2013)











CONFERÊNCIAS, EXPOSIÇÕES E ARTIGOS RECENTES:

CONFERÊNCIAS / COMUNICAÇÕES:

 2014 | "Arquitecturas Tradicinais na Serra da Peneda"
                  - conferência integrada no V Ciclo de Estudos "A Serra e o Homem: Natureza, Cultura e Arte", do Centro de Estudos Regionais. Sala Couto Viana, Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, 23 de Janeiro
               - conferência na Universidade do Saber (Arcos de Valdevez), Centro Comunitário de S. José, Santa Casa da Misericórdia, Arcos de Valdevez, 8 de Maio

2014 | "A Construção do Território na Serra da Peneda", comunicação ao Workshop Internacional "A Fronteira Luso-Espanhola. Geografias do Passado e do Presente", integrado no XIV Colóquio Ibérico de Geografia. Biblioteca Pública de Braga, 11 de Novembro.  


EXPOSIÇÕES:


2015 | Projecto de Intervenção no Complexo Edificado das Carvalheiras, Braga, in Exposição "Intervenção arquitectónica em contexto arqueológico. Propostas e desafios para a cidade de Braga". Pedro Alarcão (coord.). Org: Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.
                     - 8 a 25 de Janeiro, Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, Braga.
                    - 4 a 20 de Fevereiro, Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Porto


ARTIGOS PUBLICADOS  (/NO PRELO):

2014 | "Uma cobertura abstracta, com referentes (geo)métricos clássicos", in ALARCÃO, Pedro (coord), "Intervenção arquitectónica em contexto arqueológico. Propostas e desafios para a cidade de Braga", Exposição/Catálogo, Edição FAUP publicações, Porto, Dezembro de 2014. (D.L. 385516/14 ; ISBN: 978-989-8527-05-9), pp.50-53


no prelo (2015) | "mosteiro de refóios do lima _ escola superior agrária. ponte do lima _  1986 – 93" in (MENDES, coord) "Nós", Fascículo 5 de Fernando Távora, 'minha casa'. Fundação Instituto Marques da Silva. Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Porto

no prelo (2015) | Contributos para o estudo do uso da Cal, como material de revestimento de edfícios na região do Vale do Lima", in Revista Estudos Regionais, n.º 9 (2ª série), Centro de Estudos Regionais, Viana do Castelo (ISSN 0871-3332)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

"Uma cobertura abstracta, com referentes (geo) métricos clássicos". Proposta de Intervenção no Complexo Edificado das Carvalheiras. Braga





Uma cobertura abstracta, com referentes (geo)métricos clássicos

Projecto: Fernando Cerqueira Barros
CEAPA-FAUP 2012/2013




Intervir num espaço implica, sempre, uma acção de transformação: alterar a sua configuração de forma a adaptá-lo às necessidades do tempo presente.


A intervenção proposta para o Complexo Arqueológico das Carvalheiras parte do pressuposto da necessidade de transformação de um complexo arqueológico, cujas escavações se iniciaram há mais de três décadas; de um espaço situado no interior de um quarteirão que se deve abrir à cidade e, acima de tudo, da conservação de um espaço actualmente em perigo.

Chegados às Carvalheiras salientamos com surpresa que por detrás de prédios da segunda metade do séc.XX permanecem em terreno livre as ruínas de uma antiga habitação bracaraugustana, as quais percorremos livremente, com um espírito constante de descoberta. Trata-se, afinal, de um dos mais importantes vestígios para o conhecimento da história urbana de Bracara Augusta, na medida em que é o único quarteirão completamente escavado, o qual permitiu, através do seu módulo-base, o reconhecimento da métrica de toda a cidade.

Sendo por este facto, inegável a sua importância patrimonial, deverá o espaço assumir uma nova função cultural, cumprindo uma nova etapa nos seus dois milénios de existência. Para tal será necessário cumprir três objectivos fundamentais, aos quais o projecto procura dar resposta: intervir fisicamente na ruína (de forma a consolidá-la e a torná-la o mais legível possível), construir uma cobertura (protegedo-a desse modo da intempérie) e delimitar o espaço do complexo arqueológico, preparando um circuito de visita. 






Desta forma, a cobertura assumir-se-á como uma marca de visibilidade da intervenção sendo, ao mesmo tempo, o ponto mais crítico de todo o processo de desenho da proposta. Em primeiro lugar entendemos que uma intervenção deste género, em local de importância histórica e patrimonial, deve saber limitar-se ao essencial, ambicionando-se a obra anónima, que não interfira na leitura do espaço. Procuramos, assim, desenhar uma cobertura funcional, que suprisse as necessidades de protecção da ruína, e que, do ponto de vista da sua linguagem e volumetria, fosse o mais anónima possível. Pretendemos que o visitante, ao percorrer o espaço, sinta que está a visitar uma ruína com dois milénios de história, e não se sinta a visitar a intervenção contemporânea que essa mesma ruína sofreu. 


A intervenção é uma necessidade, mas não deve, nunca, querer o protagonismo, pois o protagonismo deverá, sempre, ser o do próprio vestígio arqueológico. 




No que diz respeito à intervenção de recuperação da ruína, de forma a torná-la mais compreensível, propomos, assim, a consolidação e estabilização das suas paredes, que deverão ser complementadas por alguns tramos (em material claramente distinto). Ao mesmo tempo entendemos que a intervenção deverá, ao nível da pigmentação dos pavimentos, dar indicações sobre os percursos, áreas funcionais e fases de construção e crescimento histórico do complexo das Carvalheiras. Assim, distinguimos nos pavimentos as áreas correspondentes às antigas ruas da cidade romana, os espaços exteriores cobertos do pórtico, o circuito interior da Domus e, por fim, o espaço termal a noroeste, datado do séc. II.




Será intenção do projecto salientar a importância do perímetro do quarteirão, que se encontra completamente escavado, marcando assim as ruas que o delimitam. É esta mesma métrica que se assume como base para o desenho da cobertura, sobrepondo-se exactamente à mesma área, e invocando, apesar da sua vontade de abstracção, a métrica da cidade romana. É este o primeiro referente clássico que tomamos para o desenho da cobertura, inspirando-nos, ainda, nas métricas, geometrias e materiais de um clássico moderno: L. Mies van der Rohe (Crown Hall, Chicago).






No que diz respeito ao percurso de visita, ele inicia-se a nascente, junto à actual Rua do Elevador, sendo a transição de cota e de ordem geométrica feita no edifício a construir, que servirá de recepção ao complexo arqueológico. Encontramo-nos depois na cota e alinhamento da ordem romana da cidade antiga, prontos para irmos à descoberta do passado, de forma livre e curiosa, na medida em que não é proposta a criação de qualquer passerelle ou percurso obrigatório. Os pavimentos serão tratados de forma a poder-se percorrer os locais originais, na cota mais aproximada do original, e com a liberdade de movimentos que qualquer cidadão bracaraugustano teria...







segunda-feira, 6 de outubro de 2014

S. P. Família Silva Barros


Projecto: S. P: Família Silva Barros
Local: Cemitério Paroquial de Parada (Arcos de Valdevez)
Arquitectura: Fernando Cerqueira Barros, Arq.
Data do Projecto: Dezembro 2013 / Março 2014
Conclusão da Obra: Agosto 2014

Execução: Graniarcos Lda



Memória Descritiva 


O projecto para a Sepultura, a colocar no Cemitério Paroquial de Parada (Arcos de Valdevez), tem como finalidade a substituição da actual, por uma outra, onde repousem os restos mortais dos familiares, que, sendo a sua última morada, será, também, memorial à sua vida, lembrança (para os que ficam) daqueles que já partiram. 


Tem como princípio basilar a sobriedade e simplicidade, procurando, através desses valores, transmitir "Paz" e ser "Memória". 


Os materiais a utilizar serão, exclusivamente, pedras naturais, a saber: granito e calcário. A duplicação dos materiais (e a sua conjugação) representa as várias dualidades associadas à nossa existência: vida e morte, terra e céu, presença e ausência. O granito (material local e rude) liga-se à terra, ligação telúrica que a todos une: terra-terra, terra-origem, terra-lugar, sítio de onde provimos e onde regressamos (/regressaremos). Sobre este, pousa uma fina peça de calcário, branco, que nos transmite paz, leveza; eleva ao céu. Sobre a vida, a pedra da morte que tudo encerra, que tudo acalma, e que, a seu tempo, tudo pacificará. Escavado entre os dois (deixando antever, por baixo da pureza do branco calcário, a rudeza do granito), desenha-se a Cruz, símbolo da religiosidade, da união, peça que se escava e que une, que sai das entranhas para se revelar; um acto de escavar que simbolizará, porventura, as dificuldades e o sinuoso caminho para a atingir e compreender. Essa união cruciforme escavada, revela uma Cruz que nos está implícita (não necessariamente sempre explícita), mas que de todos faz parte, que a todos identifica, que a todos une. À cabeceira duas peças verticais, conjugando novamente os materiais descritos, procuram simbolizar dois troncos, dois pilares basilares da nossa existência: a um lado a família, ao outro o indivíduo; essa existência dual que somos, entre a solidão e a união, entre a introspecção e a sociabilização, entre o "eu" e o "nós". Assim, a cada uma das peças estará associada uma diferente designação, escavada, correspondendo a uma a inscrição geral de identificação da família ali sepultada, e memorializada perpetuamente (S.P. FAMÍLIA SILVA BARROS), e na outra, as inscrições dos nomes dos familiares ali sepultados. 


A esta simplicidade e clareza, que tudo procura dizer através da busca do essencial (eliminando, à partida, o acessório), sobrepor-se-ão, naturalmente, as diferentes lembranças e memórias da família que ali visita e lembra os seus falecidos, através da colocação de uma flor e/ou de uma vela.... 


R.I.P. | Requiescat In Pace
















Fotografias: Fernando Cerqueira Barros | 2014

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Visitas Guiadas | Padrão (Sistelo - Arcos de Valdevez) e "brandas"


Visita guiada e interpretada ao território do lugar de Padrão (Sistelo) e das suas "brandas" de Alhal e Gêmea.
Promotor: Heritage & Nature
Data: 27 de Outubro de 2013
Fotos: Heritage & Nature





Info:

No troço inicial do Rio Vez, na antiga póvoa medieval de Sistello, ergue-se num pequeno planalto, dominando sobre monumentais socalcos, pendurado à Via Medieval do Vale do Vez, o lugar de Padrão, fundado por Carta de Foro de D. Afonso III, em 1271.

Padrão é provavelmente uma das mais belas aldeias implantadas nas faldas da Serra da Peneda. Dialogando perfeitamente com a topografia, ocupa densamente o planalto voltado a Noroeste, reservando as zonas melhor expostas ao sol e aos ventos dominantes para a localização dos seus dois núcleos de espigueiros, que no total ultrapassam as quatro dezenas. Junto ao Rio Vez, ultrapassado por uma espectacular ponte medieval em arco, encontramos o seu núcleo de moinhos.

Para as zonas altas da Serra, praticando um peculiar regime pastoril transumante, levavam os gados, onde permaneciam sensivelmente entre os meses de Abril a Setembro, em áreas de pasto e cultivo designadas por "brandas". Aí, na solidão das altas montanhas, bem perto dos 1000m de altitude, encontramos as mais peculiares formas arquitectónicas, materializadas nos abrigos de pastores, construídos totalmente em granito.
Venha até Padrão. Visite os recantos da aldeia e suba às "brandas" de Alhal e Gêmea.







































Visita guiada e interpretada ao território do lugar de Padrão (Sistelo) e das suas "brandas" de Alhal e Gêmea.
Promotor: Heritage & Nature
Data: 27 de Outubro de 2013
Fotos: Heritage & Nature